terça-feira, 2 de outubro de 2007

Relatório britânico condena as sementes transgênicas


O mais importante estudo sobre o comportamento das plantas transgênicas jamais feito em escala nacional, foi elaborado ao longo de 4 anos pela tetracentenária academia científica britânica, a Royal Society of London, e assestou um golpe mortal à indústria de alimentos geneticamente modificados no Reino Unido e, por extensão, na Europa.

O informe, publicado no dia 21 de Março último num dos mais sérios veículos de informação científica, o Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences da Royal Society resultou numa vitória para as plantas convencionais. A série de experiências constatou que as plantas geneticamente modificadas causam sérios danos à fauna e flora silvestre.

O documento final é o resultado de uma série de 4 estudos realizados em grande escala em 65 fazendas (Farm-Scale Evaluations - FSEs) com plantação de colza de Inverno, confirmou o destino dos organismos geneticamente modificados (OGM) no Reino Unido: a sua rejeição, ao menos no futuro próximo. Os estudos demonstraram que os poderosos pesticidas que essas plantas tolerariam, causam significativos danos às terras rurais, áreas que hoje se encontram devastadas pela agricultura intensiva.

A quarta e última experiência apontou que os OGMs causam graves danos às flores selvagens, borboletas, abelhas e, provavelmente, às aves canoras afetando toda a cadeia alimentar e de reprodução da biodiversidade natural.

Plantios com sementes convencionais e sementes resistentes aos agrotóxicos mais conhecidos foram comparados em 65 fazendas diferentes ao longo de todo o Reino Unido. Os resultados foram contundentes revelando que a biodiversidade estava mais bem preservada nos plantios convencionais de colza e beterraba. Paradoxalmente, o mesmo não aconteceu com o milho OGM, sendo que ele, pela pressão popular, não é mais cultivado na Inglaterra.

Os cientistas monitoraram cuidadosamente as flores selvagens, gramas, sementes, abelhas, borboletas e outros invertebrados. Os números são impressionantes: ao longo dos 5 anos da experiência, os cientistas analisaram amostras de milhões das denominadas "ervas daninhas", acompanharam de perto dois milhões de insetos e fizeram 7000 visitas de campo.

Apesar de terem encontrado quantidades similares de ervas daninhas nos dois tipos de plantas, as ervas daninhas de folhas largas como as alsinas eram menos predominantes em plantas geneticamente modificadas. Havia menos abelhas e borboletas em plantas transgênicas.

Somente uma das 4 experiências demonstrou que o cultivo de plantas geneticamente modificadas pode ser menos prejudicial às aves, flores e insetos do que seus similares não-transgênicos.

A experiência foi falha, pois o pesticida que a planta convencional em questão exigia estava já fora banido pela União Européia.

Mesmo assim, em 2004, o Governo britânico concedeu uma licença para que uma planta – o milho conhecido como Chardon LL, criado pelo setor químico do Grupo Bayer – fosse cultivada, abrindo caminho para a era dos transgênicos na Grã-Bretanha, apesar dos irados protestos dos ambientalistas. Entretanto, apenas três semanas depois, a Bayer retirou o seu pedido sob a justificativa de que o clima regulatório seria inibitório. Isso aconteceu após o gigante estadunidense da biotecnologia Monsanto, líder mundial em transgênicos, ter se retirado da Europa, parecendo também estar cansado de lutar. Desde então, a indústria de transgênicos na Grã-Bretanha ficou intimidada, apesar de alguns membros do Governo, em particular o Primeiro-Ministro Tony Blair, ter apoiado secretamente os OGMs desde o princípio. A política oficial britânica é descrita como neutra e baseada apenas em informações científicas. Os resultados agora divulgados tornam menos provável que outras grandes empresas agrícolas queiram apostar neste tipo de cultivo e ter que passar por todo o longo processo de experiências – e oposição popular – que o comércio de plantas transgênicas na Grã-Bretanha acarretaria.

Em face de esta realidade, o Secretário do Meio Ambiente, Tim Yeo, prometeu que não mais serão cultivadas plantas geneticamente modificadas com intuito comercial até que a ciência prove que elas não são prejudiciais aos seres humanos nem ao meio ambiente; e, principalmente, sem que haja um termo de responsabilidade para os casos de contaminação.

Apesar de a experiência científica não ter pesquisado a respeito da catastrófica extinção das aves de fazenda acontecida ao longo dos últimos 50 anos, importantes ornitologistas declararam que os resultados indicam que o cultivo de colza transgênica provavelmente aumentará o problema.

O presidente do setor de conservação da Real Sociedade para a Proteção dos Pássaros, David Gibbons, afirmou que os pesticidas usados nas colzas transgênicas mataram as flores selvagens de folha larga, como as alsináceas e as anserinas (erva-de-santa-maria), nutrientes importantes para a alimentação de aves canoras como cotovias, pardais e piscos-chilreiros. "As ervas daninhas de folha larga são uma parte importante da alimentação da maioria das aves de fazenda. Poucos pássaros se alimentam de semente de grama, mas para a maioria a perda das ervas de folha larga seria prejudicial. Estas ervas são importantíssimas para as aves de fazenda e o cultivo contínuo dessa planta traria danos que acabariam com a esperança de revertermos seu declínio", afirmou o Dr. Gibbons

Segundo Les Firbank, do Centro para a Ecologia e Hidrologia de Lancaster, que chefiou o projeto, havia um terço a menos de sementes de flores de folhas largas nas fazendas de transgênicos, em comparação com os lugares onde foram cultivadas colzas tradicionais. "Essas diferenças ainda estavam presentes dois anos depois de a semente ter sido plantada… Então temos uma diferença biológica significativa que se mantém estação após estação", declarou ele.

A semente de colza foi projetada para ser mais resistente ao pesticida que mataria as plantas tradicionais. Isso significa que os fazendeiros poderiam usar herbicidas de múltipla ação. "Todas as evidências que obtivemos das experiências apontam que as diferenças entre os tratamentos se devem aos herbicidas: é da natureza dos produtos químicos", afirmou o Dr. Firbank.

Christopher Pollock, Presidente do Comitê Geral de Trabalhos Científicos, que supervisionou as experiências, declarou: "O que é bom para o fazendeiro nem sempre é bom para as populações naturais de ervas daninhas, insetos, aves e borboletas que também vivem neste espaço. As experiências com plantas transgênicas são um fato único na Grã-Bretanha e esta foi a primeira vez que cientistas avaliaram o impacto ambiental de uma nova forma de cultivo antes que ela fosse posta em prática".

Fundada em 1660, a Royal Society of London é a mais antiga academia científica existente no mundo, sendo também uma instituição não-governamental. No seu quadro de membros atual se contam 65 Prêmios Nobel e 1300 cientistas correspondentes em diversos países. Ao longo da sua história, a instituição promoveu debates históricos entre os quais se destaca a discussão das teorias de Darwin sobre a origem das espécies, a Teoria da Relatividade e o advento do DNA. Isaac Newton, Charles Darwin, Albert Einstein, Francis Crick, James Watson e Stephen Hawking, são – ou foram – alguns dos seus membros mais relevantes.

Os quatro testes

Teste 1: Sementes de óleo de colza semeadas na Primavera, Outubro de 2003.
Testes feitos por toda a nação descobriram que sementes de óleo de colza biotecnológicas semeadas na primavera poderiam ser mais prejudiciais a várias espécies de seres selvagens do que seu similar convencional. Havia menos borboletas em torno de plantas transgênicas, onde existiam menos ervas daninhas. Veredicto: transgênicos reprovados.

Teste 2: Beterraba açucareira, Outubro de 2003
Descobriu-se que as plantas transgênicas poderiam ser mais danosas para o seu meio ambiente do que plantas que não foram geneticamente modificadas. Foram registradas mais abelhas e borboletas ao redor de plantas convencionais, devido ao maior número de ervas daninhas. Veredicto: transgênicos reprovados.

Teste 3: Milho, Outubro de 2003
Verificou-se que a produção de milho biotecnológico é menos danosa a outras plantas e animais em comparação com as plantas convencionais. Houve um crescimento maior de ervas daninhas ao redor dos milhos biotecnológicos, atraindo assim mais borboletas, abelhas e sementes de ervas daninhas. Veredicto: transgênicos aprovados, mas os críticos declaram o estudo inválido.

Teste 4: Sementes de óleo de colza semeadas no inverno, Março de 2005
Testes mostram que em terras semeadas com plantas biotecnológicas cresciam menos ervas daninhas de folhas largas. Isso causou impacto sobre a quantidade de abelhas e borboletas, que se alimentavam desse tipo de erva daninha. Veredicto: transgênicos reprovados.

Meio século de debates

1953: James Watson e Francis Crick desemaranham a forma em dupla-hélice do DNA, o que tornou possível a biotecnologia.
1983: Kary Mullis, Prêmio Nobel de Química de 1993, descobre a reação em cadeia da polimerase, que permite que pedacinhos do DNA sejam copiados com rapidez. Os EUA distribuem patentes para que empresas possam produzir plantas transgênicas. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA aprova o lançamento do primeiro produto transgênico: o tabaco resistente a vírus.
1987: A batata é a primeira planta transgênica do Reino Unido.
1994: O tomate Flavr Savr é aprovado pela FDA dos EUA, abrindo caminho para mais produtos transgênicos.
1997: A população descobre que a soja transgênica está sendo usada em comidas processadas no Reino Unido, sem que a informação esteja no rótulo.
Junho de 1998: O Príncipe Charles incita o debate ao declarar que não comeria nem serviria produtos OGM aos seus amigos e familiares.
Julho de 1998: English Nature, o órgão consultor do governo quanto à vida selvagem, pede que sejam feitas moratórias sobre o cultivo de plantas transgênicas enquanto seus efeitos ainda estiverem sendo pesquisados.
Fevereiro de 1999: Michael Meacher, o Ministro do Meio Ambiente, convence as empresas de transgênicos a concordarem com uma moratória até que as experiências com pesticidas tenham terminado.
Primavera de 2000: Começam as experiências com plantas transgênicas em áreas rurais.
Outubro de 2003: Resultados preliminares provam que duas das três plantas geneticamente modificadas prejudicam o meio ambiente.
Março de 2004: Membros do ministério aprovam o primeiro cultivo qualificado de plantas transgênicas no Reino Unido.

Fonte: Ambiente Brasil

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Brasileiros pagam 'alto preço' por combustíveis limpos, diz jornal

A retórica de promoção dos biocombustíveis esconde "uma realidade mais dura para os cortadores de cana no Brasil", afirma reportagem publicada pelo jornal International Herald Tribune nesta segunda-feira (01).

A reportagem comenta que a maioria dos cortadores "são migrantes que deixam suas famílias em busca de trabalhos que pagam cerca de US$ 1,35 por hora". "O quanto eles ganham depende de quanto eles cortam", observa o texto.

A reportagem afirma que "as empresas às vezes enganam seus empregados contando a menos, segundo mostra um estudo do governo divulgado neste ano" e diz que o trabalho é exaustivo e perigoso.

A reportagem, intitulada "Brasileiros pagam alto preço por combustível limpo", relata a história de Manuel Rodrigues da Silva, hospitalizado após ser encontrado com exaustão durante uma inspeção do Ministério Público na fazenda onde trabalhava no interior de São Paulo.

"Um médico no hospital diagnosticou fibrose pulmonar, uma cicatrização dos pulmões que comumente afeta os cortadores de cana. Ele pode morrer se continuar cortando cana", relata o texto.

A reportagem afirma que "Da Silva é um soldado raso em um Exército de 500 mil trabalhadores que trabalham duro de março a novembro, agachados sob o sol tropical, colhendo cana-de-açúcar para fazer etanol no Brasil, o maior exportador do combustível".

O texto comenta que "o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-líder sindical, promove o etanol como uma maneira de criar empregos, combater a poluição e reduzir a dependência de combustíveis fósseis".

"A cana-de-açúcar gera ao menos 300 mil postos de trabalho no Estado de São Paulo e paga até o dobro de outros trabalhos rurais de mão de obra não qualificada, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura", diz a reportagem.

O texto relata que, de acordo com dados oficiais, 312 trabalhadores do setor morreram no trabalho entre 2002 e 2005, enquanto outros 82.995 sofreram acidentes.

"O número de acidentes no trabalho aumentou a 23.787 em 2005, de 16.877 em 2002. Os ferimentos mais comuns eram cortes; traumas nas costas, incluindo hérnias de disco; desidratação e exaustão", diz a reportagem.

Segundo o texto, os dados oficiais mostram que "trabalhadores do setor sofrem cerca de oito vezes mais ferimentos do que trabalhadores dos setores de frutas cítricas e de grãos".

O jornal também comenta que "o etanol como combustível polui 13% menos que a gasolina, segundo Alex Farrell, economista da Universidade da Califórnia, em Berkeley".

"Apesar de o etanol ser mais limpo do que a gasolina, sua produção polui o ar e deixa as pessoas doentes, segundo o governador de São Paulo, José Serra. Os fazendeiros brasileiros põem fogo em suas plantações na noite antes da colheita para queimar as folhas que ficam no caminho dos colhedores", diz o texto.

Segundo a reportagem, no ano passado o fogo nas plantações de cana consumiram uma área do tamanho do Haiti e, de acordo com Serra, jogaram nos céus de São Paulo 750 mil toneladas de partículas.

"A queima provoca um aumento de 20% a 50% nas visitas médicas por bronquite, asma e outras doenças respiratórias em pessoas que moram no cinturão da cana em São Paulo, de acordo com dados do governo", conclui o texto.

Fonte: Ambiente Brasil

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Reduzir a emissão de gases poluentes custará 0,12% do PIB mundial, estima IPCC

Documento afirma que o custo para a estabilização das emissões de gases poluentes é bem menor do que a maior parte dos governos calcula.

Nova York, EUA - O presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), Rajendra Pachauri, apresentou nesta segunda-feira (24) na Organização das Nações Unidas (ONU) o esboço de um relatório que será discutido em novembro, na Espanha, com indicações de políticas para o combate ao aquecimento global. No documento, Pachauri afirma que o custo para a estabilização das emissões de gases poluentes é bem menor do que a maior parte dos governos calcula.

"Até 2030, esse custo não chegará a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, o que significa um custo de 0,12% do PIB por ano. Na verdade, com novas tecnologias, métodos, mercados e comportamentos, esse custo pode ser ainda menor", avalia o presidente do IPCC.

Em discurso para representantes de 150 países, ele reafirmou a conclusão do relatório apresentado no início deste ano, que aponta para o aumento das temperaturas e indica como principal responsável a ação humana.

Em entrevista, Pachauri disse que o governo brasileiro pode desempenhar um papel de liderança no âmbito dos países em desenvolvimento. "O Brasil, assim como outros países, precisa crescer, mas deve fazer isso com sustentabilidade e mínimo impacto. Além de promover as energias alternativas, necessita apostar no mercado de carbono."

Fonte: EcoAgencia

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Meio ambiente: 74% dos jovens brasileiros 'estão preocupados'

Quase três em cada quatro jovens brasileiros (74%) disseram estar preocupados com a questão ambiental, em uma sondagem realizada pela rede MTV em 14 países.

O Brasil ficou em segundo lugar no ranking de preocupação com o meio ambiente, atrás apenas dos indonésios - 75% dos quais afirmaram estar preocupados com o tema.

A poluição ambiental ganhou mais destaque do que problemas como pobreza e conflitos políticos, entre os cerca de 200 jovens de oito a 24 anos de idade entrevistados em cada um dos países.

Os mexicanos foram os terceiros da lista dos mais preocupados com o meio ambiente (71% se disseram preocupados com o tema), seguidos por indianos e chineses (65%, ambos).

"A pesquisa global mostra que o meio ambiente é uma preocupação de jovens internacionalmente", disse o diretor-gerente da MTV na Grã-Bretanha, David Lynn.

Mas ele lamentou que a preocupação dos jovens nos países mais industrializados – os mais poluidores – tenha sido menor que nos países emergentes.

Apenas 44% dos jovens britânicos se declararam preocupados com a poluição ambiental. Já os americanos foram os menos preocupados com o tema: 36% lhe deram importância.

"É incrível que as pessoas que vivem em países menos desenvolvidos que a Grã-Bretanha estejam tão à frente em termos de conscientização sobre o perigo em que nos encontramos se não ajudarmos a combater a mudança climática."

Negociações

O tema ganhará destaque nesta semana em reuniões de representantes internacionais que acontecerão nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, representantes de 150 países discutiram as mudanças climáticas num evento na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que precedeu a reunião anual da Assembléia-Geral.

Na quinta e na sexta-feira, o tema também estará na pauta do encontro entre o presidente americano, George W. Bush, e líderes das nações mais poluidoras do mundo.

Observadores dizem que o encontro é uma tentativa dos países industrializados de encontrar maneiras de reduzir suas emissões sem prejudicar sua própria economia.

O Protocolo de Kyoto, pelo qual nações mais ricas deveriam se comprometer a reduzir emissões até 2012, foi rejeitado pelo governo Bush, com o argumento de que sua aplicação seria nociva para economia americana.

Espera-se que um novo acordo seja definido até 2009, com folga para ratificá-lo nos diversos países a tempo de entrar em vigor quando a primeira fase do atual Protocolo de Kyoto expirar, em 2012.

Fonte: BBC-br

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Lula exalta biocombustíveis e cobra postura de países 'ricos'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, no seu discurso de abertura da Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA), que a utilização dos biocombustíveis podem ser uma das grandes soluções para combater as mudanças climáticas que cada vez mais tomam conta do planeta.

Lula afirmou que o etanol reduz a emissão de gases que provocam o efeito estufa. Ele lembrou que no Brasil, com a utilização cada vez mais freqüente do álcool combustível, foi evitado o lançamento de 644 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera nos últimos 30 anos.

Ele rechaçou a idéia de que o plantio de cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol, coloque em risco a produção de alimentos no planeta. "A cana-de-açúcar ocupa apenas 1% de nossas terras agricultáveis, com crescentes índices de produtividade. O problema de fome no planeta não decorre da falta de alimentos, mas da falta de renda. É plenamente possível combinar biocombustíveis, preservação ambiental e produção de alimentos", disse.

Por isso, de acordo com o brasileiro, os biocombustíveis podem ser um excelente negócio para países 'pobres' da América do Sul, da África e da Ásia, já que geram emprego e renda sem a necessidade de grandes investimentos, além de propiciar a autonomia energética. No ano que vem, o Brasil realizará uma grande conferência internacional sobre o etanol.

Meio-ambiente – O discurso de Lula foi quase completamente na questão ambiental. Ele chegou inclusive a propor a realização de uma conferência mundial sobre o meio ambiente no Brasil, em 2012, assim como já aconteceu no Rio de Janeiro em 1992 (Rio 92).

O chefe de Estado brasileiro também defendeu ações urgentes para o combate às mudanças climáticas e afirmou que se o modelo de desenvolvimento global não for repensado os riscos de uma catástrofe mundial e humana sem precedentes serão iminentes.
O presidente ressaltou que os países industrializados precisam dar o exemplo imediatamente. "É imprescindível que cumpram os compromissos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto (documento em que vários países se comprometem a reduzir a emissão dos gases causadores do efeito estufa, mas que não foi assinado até hoje pelos Estados Unidos, uma das nações que mais poluem o planeta). Necessitamos de metas mais ambiciosas a partir de 2012. E devemos agir com rigor para que se universalize a adesão ao protocolo".

Ainda no discurso, o presidente Lula anunciou o lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Um dos pontos centrais, disse, será a ampliação do combate ao desmatamento e proteção da Amazônia.

"O Brasil não abdica, em nenhuma hipótese, de sua soberania nem de suas responsabilidades na Amazônia. Os êxitos recentes são fruto da presença cada vez mais e mais efetiva do Estado brasileiro na região", discursou.

Protesto – O presidente também não perdeu a oportunidade de mais uma vez cobrar a redução dos subsídios agrícolas, ajuda financeira que os países ricos dão aos seus agricultores e que prejudica o comércio dos produtos das nações pobres.

Os subsídios são um dos entraves para avanços na Rodada Doha, da OMC (Organização Mundial do Comércio), que discute a liberalização comercial. Lula e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, conversaram nesta segunda sobre o assunto. De acordo com Lula, o colega norte-americano sinalizou também estar disposto a destravar as negociações na rodada.

Em contrapartida à redução dos subsídios, os países ricos, como Estados Unidos e União Européia, querem que os mais pobres diminuam as tarifas de importação no setor industrial.

"São inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas que enriquecem os ricos e empobrecem os mais pobres. É inadmissível um protecionismo que perpetua a dependência e o subdesenvolvimento. O Brasil não poupará esforços para o êxito das negociações que devem beneficiar, sobretudo os países mais pobres", afirmou Lula em Nova York.

O presidente brasileiro falou ainda sobre a necessidade de inclusão de países em desenvolvimento no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil aspira a ocupar um assento permanente no órgão. Nesse contexto, Lula citou como positiva a participação dos militares brasileiros na missão de paz da ONU no Haiti.

Desigualdade – Para Lula, só será possível reduzir a destruição dos recursos naturais do planeta se a desigualdade entre os países ricos e pobres também for diminuída.

"O mundo, porém, não modificará sua relação irresponsável com a natureza sem modificar a natureza das relações entre o desenvolvimento e a justiça social. Se queremos salvar o patrimônio comum, impõe-se uma nova e mais equilibrada repartição das riquezas, tanto no interior de cada país como na esfera internacional. A equidade social é a melhor arma contra a degradação do planeta".

Lula citou o programa Fome Zero como um avanço brasileiro na área. Ele destacou que o país conseguiu cumprir, com dez anos de antecedência, a Meta do Milênio, estabelecida pela ONU, de reduzir pela metade a pobreza extrema. "Honramos o compromisso do programa Fome Zero ao erradicar esse tormento da vida de mais de 45 milhões de pessoas", assinalou.

"É inviável uma sociedade global marcada pela crescente disparidade de renda. Não haverá paz duradoura sem a progressiva redução das desigualdades", completou, lembrando que, em 2004, foi lançada ação global de combate à fome e pobreza, que permitiu a criação da central internacional de medicamentos. Conforme Lula, a central conseguiu reduzir em até 45% o preço de remédios contra a malária e tuberculose destinados aos países pobres.

Fonte: Dgabc online

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sábado, 22 de setembro de 2007

Carbon Expo alcança excelentes resultados em sua quarta edição

A feira e a conferência, consideradas líderes globais de negociação de soluções para a redução de carbono, contaram com a apresentação de mais de mil projetos para a redução de emissões de países em desenvolvimento este ano

Durante o período de 2 a 4 de maio de 2007, as negociações internacionais de emissões foram o foco de atenção no centro de exposições de Cologne, na Alemanha, onde representantes e lideres do mercado de gases de efeito estufa se encontraram na quarta edição da Carbon Expo – Mercado Global de Carbono – Feira e Conferência para discutir o curso de tendências e desenvolvimento, como também opções específicas de negócios no setor de créditos de carbono.

O formato da Carbon Expo 2007 – uma feira de negócios com uma conferência, em todos os aspectos de comercialização de emissões – foi desenhado para atender às necessidades do mercado de carbono, e este ano foi mais uma vez a plataforma ideal para o setor. O número de expositores e visitantes aumentou consideravelmente: foram 222 expositores (em 2006 eram 187) apresentando seus produtos e serviços para negócios de emissões. Dentre eles, representantes de 38 países que, com suporte do Banco Mundial, apresentaram seus projetos correntes para redução de emissões e relataram investimentos e oportunidades de desenvolvimento. Cerca de 2.400 visitantes de 106 países foram a Cologne para conhecer as novidades e experiências no âmbito do mercado global de carbono.

Segundo os organizadores da Carbon Expo 2007 – o Banco Mundial, a IETA - Associação Internacional de Negociações de Emissões e a Koelnmesse –, o crescimento do número de visitantes e expositores retifica não somente o aumento relevante nas negociações de emissões, mas, também, o importante crescimento da Carbon Expo como um portal anual do setor para dividir experiências e transferir conhecimentos.

Os organizadores estão muito satisfeitos com os resultados. Mais de mil projetos para redução de emissões de países em desenvolvimento foram apresentados este ano, sendo que em 2006 o volume foi de 200. Além disso, expositores e visitantes reportaram que numerosos contratos para compra de direito de emissões foram preparados e concluídos no evento.

Numa junção do balanço feito pelos organizadores, foi considerado que a Carbon Expo representou o conceito combinatório da exposição com uma extensiva qualidade da conferência, o que, mais uma vez, provou ser um sucesso. "Mais uma vez fomos bem-sucedidos em trazer os principais profissionais atuantes no fornecimento e segmentos de demanda do mercado global de carbono", destacaram. O termo utilizado pelos organizadores foi o de "uma parada para compras", para destacar a aproximação que eventos como este possibilitam, ao oferecerem aos participantes reais condições de adicionar valores aos seus negócios. "A resposta positiva que recebemos dos expositores e visitantes igualmente nos mostra que a Carbon Expo exerce um papel fundamental para maiores progressos internacionais nas negociações de emissões", declararam eles.

A próxima Carbon Expo será realizada em Cologne, nos dias 7 a 9 de maio de 2008.

Destaque brasileiro - Pelo quarto ano consecutivo, a revista Meio Ambiente Industrial participou do evento com um estande. Desta vez, o destaque foi para a divulgação das ações do Brazilian Carbon Bureau , que tem como objetivo fomentar ações pró-ativas para o mercado brasileiro neste cenário. Segundo Julio Tocalino Neto , diretor executivo da RMAI, o BCB visa orientar e oferecer soluções para as pequenas e médias indústrias brasileiras desenvolverem projetos, além de gerar resultados significativos com aportes reduzidos de investimentos dentro dos parâmetros dos MDLs em todo país, se beneficiando, com isso, no mercado de créditos de carbono.

"Percebemos que o evento teve um aumento significativo em relação aos outros anos. Durante esta edição tivemos a oportunidade de atender muitas consultas de representantes de fundos internacionais interessados em disponibilizar recursos para implantar projetos no Brasil. Esse aumento de procura nos levou a constatar que o movimento em prol do mercado de créditos de carbono está aquecendo e sendo levado a sério pelos empresários internacionais", observou Tocalino Neto.

Para ele, o mercado brasileiro ainda está carente de projetos, o que destaca a função do BCB de atuar como fomentador de iniciativas pró-ativas neste mercado.

Diante deste quadro, Tocalino Neto afirmou que surgiu uma nova ordem no âmbito industrial no que diz respeito ao desenvolvimento dos inventários de emissões. "A vantagem dos inventários de emissões para as indústrias é que durante o processo de levantamento de dados são identificados todos os pontos de emissões de gases de efeito estufa, com isso a empresa pode decidir pela neutralização voluntária de suas emissões ou, a partir do inventário concluído, verificar se tem potencial para desenvolver um projeto de MDL", declarou o diretor executivo.

Para Alexandre Valadares Mello, analista sênior de Mudanças Climáticas da Unidade de Competitividade Industrial da CNI – Confederação Nacional da Indústria, a edição de 2007 da Carbon Expo superou as expectativas da delegação brasileira. Prova disso foi o aumento da procura no estande brasileiro. Mello contou que em apenas um dia foram recebidas mais de 50 procuras, o que mostra a relevância do Brasil neste cenário e o reconhecimento de seu grande potencial de geração de projetos de MDL, sobretudo em energia renovável – destaque para o uso do etanol, aterros sanitários e o uso do gás metano para geração de energia, entre outros.

"No geral, foi possível perceber o aumento de participantes internacionais, em especial de certificadoras de projetos de MDL e de investidores do mercado de créditos de carbono interessados em projetos de países em desenvolvimento, os quais têm voltado seus investimentos, em especial, para o Brasil, a China e a Índia", destacou ele.

A missão brasileira contou com cerca de 30 empresários de diversos setores. Durante a feira foram realizados diversos contatos bilaterais, muitos estabeleceram seu primeiro contato e diversas parcerias foram firmadas. Neste cenário, Mello destacou a empresa Quinvale, que já estava com projetos registrados na ONU e conseguiu comercializar seus créditos durante a Carbon Expo.

Mercado GHG triplicou em volume

De acordo com o sétimo estudo anual conduzido pelo Banco Mundial apresentado na Carbon Expo 2007, o volume de negócios de direitos de emissões triplicou no ano passado – passou de US$ 10 bilhões em 2005 para US$ 30 bilhões em 2006. Os estudos do Banco Mundial reportam que o mercado está dominado pela compra e venda de direitos de emissões (permissões da União Européia) para o total de quase US$ 25 bilhões. A base-projeto do mercado em países em desenvolvimento e países com economia em transição cresceu para US$ 5 bilhões em 2006, mais do que o dobro previsto para aquele ano. Desde 2002, aproximadamente US$ 8 bilhões fluíram de nações ricas para países em desenvolvimento, como resultado dos mecanismos do Protocolo de Kyoto.

Programa da conferencia está em passo com o mercado

Este ano, a Carbon Expo caracterizou o mais extensivo programa de conferência desde que o evento foi lançado, em 2004.

De acordo com os organizadores, o desenvolvimento intensivo do mercado GHG foi examinado de todos os ângulos possíveis. Os visitantes aproveitaram o know-how de mais de 170 oradores de alto padrão. Foram realizadas oito sessões no plenário, 22 workshops e mais de 40 eventos simultâneos, mostrando a situação presente. As tendências de mercado, a visão geral sobre o futuro e as possibilidades de desenvolvimento também foram apresentadas e discutidas.

Fonte: Brazilian Carbon Bureau

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Alterações climáticas foram destaques no Fórum Econômico Mundial

A edição 2007 da Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, entre 24 e 28 de janeiro, teve como tema "Mudanças na Equação do Poder" e reuniu mais de 2.4 mil líderes globais, entre os quais 800 CEOs.

Para cada uma das 17 sessões sobre mudanças climáticas, o Fórum trabalhou com os principais acadêmicos, líderes corporativos, representantes de ONGs, chefes de agências das Nações Unidas e líderes políticos, entre outros. O objetivo foi contribuir na discussão, ajudar a descobrir onde parcerias de alto impacto podem ser firmadas e como mudanças concretas podem ser realizadas.

Segundo Dominic Waughray, chefe de iniciativas ambientais do Fórum, há uma grande demanda dos membros para colocar as mudanças climáticas e a segurança ambiental no centro do programa do Fórum. Os participantes puderam compensar suas emissões de CO2 participando do programa do Fórum para aumentar a conscientização e o equilíbrio de mudanças climáticas, chamada de "Aliança Climática de Davos".

Fonte: Brazilian Carbon Bureau

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Seminário debate campanha "Na cidade sem meu carro"

Como parte da VII Jornada Brasileira na Cidade Sem Meu Carro, será realizado nesta sexta-feira (21), às 9h, no auditório do subsolo do bloco A, na Esplanada dos Ministérios. em Brasília, um seminário promovido em conjunto pelos ministérios do Meio Ambiente, Cidades, Cultura, do Esporte e Saúde. O evento tem como objetivo discutir e elaborar políticas para a construção de cidades ambientalmente sustentáveis, com mais espaços públicos e centradas na qualidade de vida das pessoas. O diretor interino de Educação Ambiental do MMA, José Vicente Freitas, será o representante do MMA no debate "Construindo Ambientes Urbanos de Convivência".

"Na cidade sem meu carro" é uma campanha internacional comemorada no dia 22 de setembro, data em que mais de mil cidades do planeta transformam trechos de ruas e praças em espaços. Além disso, realizam-se atividades recreativas e artísticas. A campanha também conta com a prática de não se utilizar automóveis na data, incentivando o transporte de ônibus, bicicleta ou a pé. No Brasil, mais de 30 cidades participam da campanha.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Oposição britânica propõe zerar emissões de CO2 até 2050

O partido liberal Democrata fez barulho no Parlamento Britânico ontem ao propor que as emissões de dióxido de carbono (CO2) do Reino Unido sejam zeradas até 2050, considerando inclusive a fim de carros movidos a combustíveis fósseis até 2040.

"Nós somos o primeiro partido do país que ataca as emissões globais em todos os setores da economia: transporte, geração elétrica, habitações, escritórios e indústria. Estamos despedaçando a natureza pelas suas raízes", disse o porta-voz ambiental dos Democratas, Chris Huhne, durante a conferência do partido.

Dentre uma vasta gama de propostas, o partido defende a erradicação de usinas nucleares, corretoras de imóveis verdes, a construção de uma rede ferroviária de alta velocidade, a cobrança de pedágios a caminhões para circular nas estradas britânicas, a não ampliação das capacidade de pousos nos aeroportos e a indexação dos impostos de combustível ao crescimento do PIB.

Huhne criticou o partido conservador Trabalhista, dizendo que o primeiro-ministro, Gordon Brown, não se envolve com a questão ambiental e criticou as ações do parlamentar John Redwood. "Muitas das idéias deles farão as emissões de CO2 aumentarem. A única coisa verde em John Redwood é seu nome (Redwood em inglês é uma espécie de sequóia). Redwood quer mais estradas e Cameron o apóia", disse.

Chris Davies, representante do partido para assuntos ambientais no Parlamento Europeu diz que o plano pode ser um pouco utópico.  "Minha preocupação é que este plano não seja realístico, dado o tempo que nos resta para atacar o aquecimento global", disse o parlamentar, que normalmente tem uma postura mais radical e puxa a liderança para a esquerda.

Segundo Davies, são metas muito altas de redução de CO2, considerando a tecnologia "imatura" e a remoção da opção nuclear como fonte energética, que hoje é responsável por 20% da eletricidade do Reino Unido.

Davies argumenta que, apesar da energia nuclear ser cara e criar um legado de lixo radioativo, o imperativo agora é lutar contra o aquecimento global. "Não podemos ignorar o fato que nossas usinas nucleares não estão liberando CO2", afirmou o parlamentar a BBC.

Fonte: Ambiente Brasil

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Cresce a união entre o setor ambiental e educacional na esfera pública

A gestão pública da educação ambiental no Brasil ganhou um novo impulso em 2004. Nos dias 13 a 15 de abril, foi realizado o primeiro Encontro Governamental Nacional sobre Políticas Públicas de Educação Ambiental, com a participação de dirigentes das áreas de meio ambiente e de educação das três esferas de governo.
Promovido pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação, o evento articulou o I Encontro Nacional de Representantes de Educação Ambiental das Secretarias de Meio Ambiente de Estados e de Capitais, o III Encontro de Representantes de Educação Ambiental das Secretarias de Educação de Estados e de Capitais, e o I Encontro Conjunto de Técnicos de Educação Ambiental de Secretarias de Educação e de Meio Ambiente de Estados e Capitais.
Com o objetivo de elaborar propostas para articular, fortalecer e enraizar a educação ambiental, o evento foi considerado um marco histórico da Educação Ambiental no país, pela oportunidade de unir a área educacional e ambiental das três esferas de governo. O Diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino, avalia que o encontro significou "um momento de reflexão aprofundada sobre como somar esforços dos governos federal, estaduais e municipais, para o enraizamento da educação ambiental na sociedade brasileira, deixando de ser um diálogo de elites e contribuindo para potencializar a ação dos milhares de pessoas e grupos que atuam na área."
Como resultado do encontro, destacou-se a necessidade de fortalecer tanto as Comissões Estaduais Interinstitucionais como as Redes de Educação Ambiental, que representam as instâncias de articulação democráticas de gestão da educação ambiental

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Debate sobre resíduos sólidos e inclusão social abre Festival Lixo e Cidadania

Uma audiência pública para debater o tema "Desenvolvimento Sustentável: elaboração e implementação de uma política de resíduos sólidos com inclusão social" dará início nesta terça-feira (18) , às 10h, ao 6º Festival de Lixo e Cidadania, a ser realizado em Belo Horizonte (MG), até o próximo dia 21 deste mês. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, será representada no evento pelo Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Luciano Zica.

Coordenado pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e pela Rede de Economia Solidária (Cataunidos), em parceria com o Fórum Estadual Lixo e Cidadania, o festival, nesta edição, tem como proposta a promoção de intercâmbio de experiências envolvendo técnicos de ONGs, poder público, delegações de catadores de toda a América Latina, pesquisadores, estudantes e formadores de opinião.

Em quatro dias, os participantes do evento participarão de seminários, workshops, plenárias e visitas monitoradas para conhecer experiências bem-sucedidas de coleta seletiva, com inclusão social dos catadores de materiais reaproveitáveis na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao longo dos anos, o Festival Lixo e Cidadania tornou-se um dos maiores do País, sendo inclusive referência internacional.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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Conama aprova texto-base da resolução sobre animais silvestres

O Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou nesta terça-feira (18) o texto-base da proposta de resolução que estabelece critérios para a determinação de espécies silvestres a serem criadas e comercializadas como animais de estimação. A votação foi realizada no primeiro dia da 87ª Reunião Extraordinária do conselho, que ocorre no auditório do Ibama em Brasília.

A resolução define os critérios que serão adotados pelo Ibama para a produção da lista de espécies que poderão ser criadas em domicílio. O Instituto terá seis meses para elaborar a lista. Depois, ela será submetida a uma consulta pública que deverá contar com a participação de representantes de organizações públicas e privadas.

O Ibama é o órgão responsável por conceder licenças para a criação doméstica de animais silvestres. Contudo, até agora, não havia regulamentaçao estabelecendo critérios para isso. "Os criadores que já têm animais terão de se adequar aos novos critérios", disse João Ferreira, técnico do Conama.

Após a aprovação pelo Conama, a resolução será encaminhada à Consultoria Jurídica do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para ajustes técnicos, explicou o diretor do Conama, Nilo Diniz.

A reunião do Conama terá seqüência nesta quarta-feira (19). Os conselheiros deverão finalizar a votação das emendas ao texto-base da resolução sobre animais silvestres, além de apreciar 22 processos de multas. Está prevista também a discussão da Agenda Nacional do Meio Ambiente

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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IG adere ao projeto "Carbono Neutro"

O Internet Group, que abrange os portais iG, iBEST e BrTurbo, divulgou sua adesão ao projeto "Carbono Neutro". Com isso, a empresa torna-se a primeira do mercado brasileiro de internet a usar o selo "Em dia com o planeta ? Carbono Neutro". "O fato de sermos uma empresa de internet, alta consumidora de energia e tecnologia, nos torna ainda mais responsáveis em relação ao fenômeno do efeito estufa. Mas todas as empresas, independente da área de atuação, têm que estar cientes da gravidade do problema e também da necessidade de agir rapidamente", destaca Caio Túlio Costa, presidente do Internet Group.A participação no projeto iniciou-se com uma parceria com a Max Ambiental, consultoria que detém a marca "Carbono Neutro" no Brasil, para uma análise sobre o consumo de energia da empresa e o impacto causado. Após a análise, o iG decidiu pela compensação através do plantio das mudas de árvores. Para isso contará com o apoio da ONG SOS Mata Atlântica, que fará o monitoramento das mudas.

Fonte: Brazilian Carbon Bureau

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Fiesp fará compensação pelo consumo de carbono

Substituir fontes de energia e viabilizar o plantio de mais de duas mil árvores nativas da Mata Atlântica são algumas das opções que a entidade poderá adotar.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está realmente disposta a fazer a "lição de casa" no que se refere à preservação do Meio Ambiente. No dia 4 de junho, a entidade fechou acordo com o Brazilian Carbon Bureau (BCB), que presta orientação a empresas na comercialização de créditos de carbono.
Na segunda-feira, dia 11, durante a entrega do 13o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental , o diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação, Nelson Pereira dos Reis, anunciou que a entidade analisa maneiras de realizar compensações pelo consumo de carbono. Estudo realizado pelo BCB indicou que a Fiesp, em sua sede na Avenida Paulista, onde trabalham atualmente 1.550 pessoas, é responsável pela emissão de 1.244.127,33 kg CO 2e (quilogramas de dióxido de carbono equivalentes).
Adotar sistemas de eficiência energética (eólica, solar, hidrelétrica, biomassa); utilizar combustíveis de fontes renováveis (soja, álcool, mamona, girassol) e adquirir créditos de carbono de origens variadas, das corretoras especializadas, são algumas possibilidades sugeridas pelo estudo do BCB.

Fonte: Verdestrigos

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Confira dicas para gastar menos energia em casa

Confira dicas para gastar menos energia em casa



UM CLIQUE

Ligue conjuntos de eletrônicos como computador, monitor e impressora ou televisão, caixa da TV a cabo e DVD em um único estabilizador.

NÃO AOS VAMPIROS

Quando não estiver usando o conjunto, desligue o estabilizador. Assim, você evita o "stand by".

SONECA

Investigue as funções de conservação de energia e de "sleep" do seu computador.

ECONOMIA

Você pode fazer com que o monitor desligue após alguns minutos e que o computador "durma" após algumas horas sem atividade, por exemplo.

SUSPEITOS

Verifique se outros aparelhos também têm "stand by".

DISFARÇADOS

Aparelhos de som e microondas também costumam ficar ligados constantemente.

NA LOJA

Tente obter informações sobre o consumo de energia dos aparelhos comprados. No caso de eletrodomésticos, muitos já têm etiqueta do Inmetro.

INFORME-SE

Para outros eletrônicos, pergunte ao vendedor ou à fabricante.

CASA "OFF"

Se não estiver usando um eletrônico, como o computador, desligue-o. Ao sair de casa, tire da tomada eletrônicos que ficam em "stand by".

Fonte: Folha de São Paulo

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Aquecimento global altera padrão de chuva em todo o mundo

Aquecimento global altera padrão de chuva em todo o mundo


A mudança no padrão de chuvas observada em todo o mundo ao longo do último século é conseqüência do aquecimento global, afirma estudo divulgado ontem pela revista "Nature" (www.nature.com). O trabalho projeta para o futuro a tendência de áreas secas ficarem mais secas e áreas chuvosas, mais chuvosas.

A ocorrência de tempestades mais intensas e inundações no norte do Hemisfério Norte --como as que vêm castigando a Inglaterra nos últimos dias--, e de secas severas em áreas ao norte do Equador (como México e região do Saara) é fruto, acreditam os cientistas, do aquecimento promovido pelo agravamento do efeito estufa.

Depois de os climatologistas terem mostrado que a humanidade é responsável pelo aumento na temperatura e no nível do mar, agora eles sugerem que há, sim, uma parcela de culpa humana na mudança dos padrões de chuva.

Estudos anteriores não tinham conseguido mostrar essa relação porque consideravam a quantidade global de chuvas. Assim, mesmo que em um lugar diminuísse e em outro aumentasse, no geral a precipitação se mantinha a mesma, o que mascarava o resultado. Agora foi levada em conta a média por faixa de latitude.

Cientistas americanos, britânicos e japoneses compararam as mudanças observadas na precipitação média do século 20 com as simuladas por programas de computador e as dividiram em três grupos.

O primeiro levou em conta somente as emissões humanas de gases-estufa, o segundo considerava apenas o impacto de fenômenos naturais --como erupções vulcânicas-- e o terceiro continha os dois.

Foi esta última análise que apresentou os melhores resultados. Na faixa que inclui o norte da América do Norte e da Europa, o nível de precipitação aumentou 62 mm entre 1925 e 1999. Os pesquisadores estimam que entre 50% e 85% deste aumento possa ser atribuído a atividades humanas. Nas alterações medidas na faixa de 0 a 30 ao sul da linha do Equador, também existe uma parcela grande de culpa humana.

De mal a pior

"[Essas mudanças] já podem ter causado efeitos significativos nos ecossistemas, na agricultura e na saúde humana em regiões sensíveis a mudanças de precipitação", escreve a equipe liderada por Xuebin Zhang, da Divisão de Pesquisa Climática do Canadá.

Além disso, os cientistas perceberam que na comparação entre as mudanças já observadas e outras simuladas nos modelos climáticos computadorizados, as primeiras foram mais intensas. Isso sugere que as projeções que vêm sendo feitas para os impactos da crise do clima podem estar subestimadas.

No começo do ano, o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) qualificou como "inequívoca" a responsabilidade humana pelo aquecimento global, principalmente por causa da queima de combustíveis fósseis. Os cientistas estimaram que até o final do século as temperaturas podem subir até 4C.

Fonte: Folha de São Paulo

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Gelo em extinção

Análise feita por um grupo internacional de cientistas identifica uma diminuição de 50% na espessura do gelo marinho no Ártico em seis anos (foto: Instituto Alfred Wegener)

O gelo marinho está cada vez mais fino. Grandes áreas do Ártico estão com espessura de apenas 1 metro, o que equivale a uma diminuição de aproximadamente 50% em comparação com 2001. As medidas foram feitas por uma expedição de 50 cientistas de diversos países.

O grupo está há quase três meses a bordo do navio Polarstern com o objetivo de estudar grandes extensões no Ártico, em pesquisa que faz parte do Ano Polar Internacional.

Entre os primeiros resultados do trabalho, o grupo identificou que não são apenas as correntes oceânicas que estão mudando, mas a própria estrutura do Ártico.

Bóias autônomas, programadas para se deslocar sozinhas, foram espalhadas com o objetivo de recolher dados que possam aprofundar o conhecimento a respeito das mudanças na região. Os dados são recebidos via satélite e a primeira conclusão é totalmente negativa.

"A cobertura de gelo no mar do pólo Norte está definhando, o oceano e a atmosfera estão se aquecendo constantemente e as correntes oceânicas estão mudando", disse Ursula Schauer, do Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, que participa da expedição ao lado de cientistas da Rússia, Finlândia, Estados Unidos, Espanha, Suíça, França, Holanda e China.

"Estamos no meio de uma fase de mudanças dramáticas no Ártico e o Ano Polar Internacional oferece uma oportunidade única para estudar o oceano em colaboração com pesquisadores internacionais", disse Ursula.

Os cientistas também encontraram elevada concentração de áreas em processo de descongelamento tanto no oceano como em lagos. A espessura do gelo marinho no Ártico tem diminuído desde 1979, até o atual 1 metro na bacia central.

Simulações feitas em computador apontam que todo o gelo do Ártico pode desaparecer em menos de 50 anos caso o aquecimento global continue nas taxas atuais. O Ártico é a região que mais tem sido afetada pelo aquecimento causado pelo efeito estufa.

Fonte: Portal do Meio Ambiente

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A atuação do setor produtivo em relação ao gerenciamento de resíduos

A atuação do setor produtivo em relação ao gerenciamento de resíduos

A questão do gerenciamento de resíduos no Brasil já há algum tempo vem sendo discutida, sobretudo quando se trata de resíduos produzidos pela indústria. Para especialistas no assunto já há instrumentos disponíveis, porém a falta de um sistema declaratório ainda é um entrave

Por definição, os resíduos do setor produtivo são aqueles gerados em empresas e organizações da indústria, comércio e serviços. Entre os resíduos há os do setor primário, que envolve agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal, pesca e indústria extrativa – mineração, onde o tratamento e a disposição são feitos no local, pelo próprio gerador. E há também os resíduos gerados pelo setor secundário e terciário, ou seja, da indústria de transformação, construção, comércio e serviços. Neste predomina o tratamento e a disposição externos, realizado por terceiros – empresas privadas ou aterros públicos.

De acordo com um estudo encomendado pela Abetre – Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos, entre as 100 maiores unidades privadas de disposição de resíduos no país, em parceria com a PricewaterhouseCoopers, aponta que as empresas brasileiras gastam mais de R$ 400 milhões por ano com a correção de seus passivos ambientais apenas com serviços especializados, sem incluir custos internos, multas, indenizações e despesas judiciais. "Tais cifras ressaltam a importância de manter nos primeiros níveis hierárquicos as decisões estratégicas em gestão ambiental, como escolha de tecnologia e seleção de fornecedores qualificados", ressalta Diógenes Del Bel, presidente da Abetre.

Recentemente a CNI – Confederação Nacional da Indústria organizou a I Cibma – Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente, que dentre outros trabalhos realizou uma ampla pesquisa junto às Federações das Indústrias dos Estados visando avaliar 18 temas estruturais para a gestão ambiental na indústria, tais como Produção Mais Limpa, Avaliação do Ciclo de Vida e responsabilidade socioambiental, entre outros. Segundo Wanderley Baptista, analista de meio ambiente da CNI, a pesquisa identificou a necessidade de desenvolver ações na divulgação, capacitação, assistência técnica e pesquisa e desenvolvimento nos diversos temas avaliados nas federações e sindicatos de indústrias. "Desta forma, os dados coletados servirão de base para ações futuras da CNI visando a melhoria nos trabalhos de gerenciamento de resíduos", afirma Baptista.

Para Rivaldo Mello, presidente da Aesas - Associação Brasileira das Empresas de Diagnóstico e Remediação de Solos e Águas Subterrâneas, a maior parte dos passivos ambientais existentes no Brasil, atualmente, é anterior à década de 90 – depois foi criada legislação específica para coibir a destinação incorreta, tratamento e gerenciamento adequado aos resíduos do setor produtivo, licenciamento ambiental e tecnologias. "Nos últimos 10 anos é possível constatar que as empresas não têm gerado tantos passivos ambientais como anteriormente. Para grande parte das empresas está muito clara a necessidade de reduzir, reutilizar, e reciclar, diminuindo a geração de resíduos e evitando, desta forma, que se tornem passivos", avalia Mello.

Tecnologias - Segundo especialistas da área, o setor produtivo vem se esforçando para atuar corretamente quanto ao manejo dos resíduos gerados, investindo em tecnologias para o tratamento, gerenciamento e disposição de resíduos já bem conhecidas e sedimentadas. Contudo, Del Bel, da Abetre, lembra que a infra-estrutura para tratamento foi criada somente com recursos da iniciativa privada, sem participação ou apoio do setor público.
Baptista conta que, para o gerenciamento de resíduos gerados dentro das empresas, o setor produtivo está investindo em tecnologias de prevenção da poluição como a Produção Mais Limpa, a Ecoeficiência e o "Prevention Polution". Segundo ele, o objetivo principal é a não geração de resíduos nos processos produtivos ou a redução de sua periculosidade.

Segundo Baptista, outra vertente importante no gerenciamento de resíduos gerados dentro das empresas é a reutilização e reciclagem que o setor produtivo desenvolve atualmente junto às recicladoras e, também, a pesquisa de novas aplicações e uso de resíduos sólidos. "Para o gerenciamento de resíduo pós-consumo, a indústria está investindo na Avaliação de Ciclo de Vida de produtos e na incorporação de aspectos ambientais nos projetos de confecção dos produtos. Essas são ferramentas modernas que reduzem a produção dos resíduos descartados ou viabilizam seu reaproveitamento ou reciclagem", explica Baptista.

Ele ainda considera importante destacar o trabalho que vem sendo desenvolvido em Produção Mais Limpa pelo Centro Nacional de Tecnologias Limpas, do Senai/RS, e os Núcleos de Produção Mais Limpa das Federações das Indústrias dos Estados. "Também deve ser salientado o trabalho das Bolsas de Resíduos, que são importantes centros de informações sobre gestão de resíduos sólidos. Nesse item, a CNI está organizando, juntamente com 12 Federações das Indústrias, que possuem Bolsas de Resíduos, a criação de uma rede nacional que terá como objetivo principal permitir o intercâmbio de informações entre as Bolsas e incorporar as melhores experiências no trabalho desenvolvido em cada uma delas", conta Baptista.

Alguns setores da indústria vem se destacando nos últimos anos nessa questão, como é o caso do setor de indústrias de cimentos. Yushiro Kihara, presidente da ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland ressalta que, hoje em dia, a indústria de cimentos quase não gera resíduos, o que gera são emissões – partículas sólidas, porém atualmente são usados filtros que diminuem essas emissões. A indústria de cimentos no Brasil tem fornos de alta eficiência térmica que utilizam combustíveis fósseis para operar. Kihara conta que este é o grande desafio do setor – utilizar combustíveis renováveis alternativos para o funcionamento dos fornos. "No Brasil já há fornos utilizando biomassa e resíduos – este último é chamado de co-processamento, uma ferramenta que utiliza os resíduos como combustível", salienta o presidente da ABCP.

O co-processamento é a destruição de resíduos industriais e de passivos ambientais em fornos de cimento. Segundo Kihara, a técnica é amplamente utiliza na Europa, nos Estados Unidos e no Japão – no Brasil é utilizada desde o início da década de 90. De acordo com Kihara, o co-processamento utiliza resíduos em substituição parcial ao combustível que alimenta a chama do forno, transformando calcário e argila em clínquer, a matéria-prima do cimento. "Os fornos de cimento possuem capacidade de destruição segura de grandes volumes de resíduos. Além disso, o co-processamento não altera a qualidade do cimento e é praticado de forma segura e ambientalmente adequada, tanto para os trabalhadores do setor quanto para a comunidade que reside em torno das fábricas", enfatiza Kihara.

De acordo com um levantamento da ABCP, a indústria brasileira de cimento é composta por 10 grupos cimenteiros que reúnem 58 unidades de produção espalhadas pelo país, sendo 11 delas de moagem e 47 fábricas. Dessas, 32 estão licenciadas pelos órgãos ambientais estaduais competentes para co-processar resíduos e várias outras se encontram em processo de licenciamento. Kihara conta que a geração anual de resíduos industriais está estimada em 2,7 milhões de toneladas.

O presidente da ABCP lembra que para que uma empresa utilize a técnica de co-processamento deve obter licença junto ao órgão ambiental, e conta que no ano de 1999 o Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente publicou a Resolução 264 com as linhas do co-processamento e os limites de emissão de material particulado e poluente. A Resolução 316, de 2002, para sistemas de tratamento térmico complementou a regulamentação, estabelecendo para o co-processamento o limite de emissão para dioxinas e furanos. De acordo com Kihara, isso se reverteu rapidamente em múltiplos processos de licenciamento do co-procesamento em fábricas de cimento no Brasil. Ele explica que os fornos de cimento co-processam e, conseqüentemente, eliminam resíduos de diversas indústrias, principalmente dos setores químico, petroquímico, metalúrgico, alumínio, pneumático, automobilístico e de papel e celulose. Entre os resíduos mais comuns encontram-se borrachas, solventes, tintas e óleos usados, pneus, borras de petróleo e de alumínio e ainda solos contaminados e lodos de centrais de tratamento de esgoto. De acordo com a legislação brasileira, resíduos domésticos, hospitalares, radioativos, agrotóxicos e explosivos não podem ser queimados nos fornos de cimento.

Segundo levantamento feito pela PricewaterhouseCoopers com as maiores companhias do setor de cimentos, a pedido da Abetre, o tratamento de resíduos para o co-processamento em fábricas de cimentos movimenta cerca de R$ 115 milhões ao ano no Brasil. "Cerca de 21% dos resíduos tratados no país são destinados ao co-processamento", afirma Del Bel. Entretanto, de acordo com o estudo, a capacidade brasileira é ainda pouco explorada. As empresas do setor têm condições de processar quase dois milhões de toneladas ao ano . Kihara afirma que em 2006 foram co-processadas 800 mil toneladas de resíduos, e em 2007 a estimativa é que chegue em um milhão de toneladas de resíduos co-processados. Ele avalia que a tendência em co-processamento no Brasil é de que a capacidade alcance nos próximos dois anos dois milhões de toneladas, através de investimento e de tecnologia. Atualmente, a capacidade é de 1,5 milhão de tonelada.

Conscientização - Para Ricardo Lopes Garcia, especialista em meio ambiente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a entidade vem se esforçando na conscientização da necessidade das empresas quanto ao correto manejo de seus resíduos, sobretudo as pequenas e médias empresas, através de investimento em educação ambiental, atuando junto ao poder público na formação de políticas públicas que envolvam o assunto, e através da Bolsa de Resíduos. Garcia ressalta que em se tratando da Bolsa de Resíduos, a Fiesp apenas disponibiliza o espaço para a comercialização, só oferece a ferramenta, não interferindo na negociação e demais etapas. "O objetivo da bolsa é facilitar os negócios de resíduos de micro e pequenas empresas", conta Garcia.
Segundo Garcia, as indústrias do Estado de São Paulo estão investindo dentro de suas instalações no gerenciamento dos resíduos produzidos, através de incineradores, reciclagem e co-processamento, entre outros instrumentos. Contudo, ele observa que o grande problema referente ao tema está na falta de um inventário de resíduos gerados, essa é a razão dos investimentos da iniciativa privada serem internos, nas próprias instalações das empresas.
Garcia conta que a Bolsa de Resíduos é um serviço gratuito que têm como objetivo principal disponibilizar para as empresas um mecanismo de divulgação de ofertas de compra e venda de resíduos industriais recicláveis no meio eletrônico.

"As vantagens estão na preservação e melhoria da qualidade do meio ambiente e da saúde pública; no uso sustentável, racional e eficiente dos recursos naturais; no aumento da conscientização de que resíduo não é lixo, e, sim, um subproduto com potencial de comercialização; na valorização do resíduo, que passa a ser utilizado como matéria-prima em outra empresa ou setor; na redução de custos diretos relacionados ao manuseio, armazenamento, transporte e destinação final; na possibilidade de geração de receita direta; e na minimização de multas ou autuações", detalha Garcia. De acordo com ele, até o mês de fevereiro de 2007 eram 2.022 as empresas cadastradas para negociar seus resíduos na Bolsa de Resíduos da Fiesp: 41% microempresas, 41% pequenas empresas, 12% de empresas de médio porte e 6% de grande porte. A maioria dos produtos ofertados, no período entre abril de 2002 e junho de 2007, envolve plásticos, seguido de resíduos químicos, metal/metalúrgico, borracha e madeira/mobiliário. Quanto à procura, o ranking de produtos é liderado também pelos plásticos e, em seqüência, estão os resíduos químicos, metal/metalúrgico, madeira/mobiliário e outros.

Desafios envolvendo o setor produtivo e a geração de resíduos

Embora a indústria esteja se engajando cada vez mais no gerenciamento adequado de seus resíduos, o cenário atual poderia ser melhorado caso houvesse estímulos por parte do poder público por meio de políticas públicas, além da carência de dados sobre geração e destinação de resíduos

Baptista, da CNI, considera que os desafios estão voltados para duas frentes: o gerenciamento dos resíduos produzidos dentro das empresas e o gerenciamento de resíduos pós-consumo gerados nos descartes de embalagens e bens de consumo no fim de sua vida útil.
Já segundo Del Bel, da Abetre, o problema está mais na disseminação da importância da gestão de resíduos do que na falta de tecnologias para o tratamento adequado. Segundo ele, a gestão ambiental e, conseqüentemente, o gerenciamento de resíduos devem ser entendidos como algo estratégico dentro das empresas.

Para Del Bel, o que ainda é predominante no Brasil é o sistema de comando e controle. "Se o poder público atuar tentando favorecer alguns pontos que podem influenciar as boas práticas ambientais, isso poderá refletir nos seus colaboradores, gerando uma boa prática no gerenciamento e tratamento de resíduos, além de ser mais eficiente do que o comando e controle", afirma Del Bel. Outra sugestão dele é para que o poder público crie instrumentos para o gerenciamento dos resíduos do setor produtivo, além da criação de um sistema declaratório para possibilitar o gerenciamento dos órgãos ambientais em relação à quantidade de resíduos gerados. "Isso sim poderá ser considerado um grande avanço nesse tema. Há uma série de ações que podem ser tomadas através de parcerias entre o setor privado e o setor público, estimulando o fomento de boas práticas ambientais, criando mecanismos de potencialização", enfatiza o presidente da Abetre.

Para Mello, da Aesas, a maior carência em se tratando desse tema é que ainda não há um cadastro do que é gerado de resíduos no setor produtivo e sobre o que é feito com esses resíduos. Quanto à remediação, Mello afirma que as tecnologias de áreas contaminadas por resíduos já foram bem experimentadas, estão bem disseminadas – a remediação de solos e águas subterrâneas compreende todos os serviços relacionados a áreas contaminadas, como consultoria, investigação, projeto, execução e monitoramento. "O que falta é o gerador aplicar corretamente a tecnologia, cumprindo todas as etapas de investigação da área contaminada antes de chegar à remediação de maneira adequada, pois há vários fatores que podem influenciar a remediação. Essa falta de investigação acaba por não atingir o resultado esperado", declara Mello.

Garcia, da Fiesp, avalia que o maior problema ainda é falta de uma legislação nacional para nortear as ações quanto ao gerenciamento dos resíduos do setor produtivo, que trate a questão de uma maneira homogênea. De acordo com ele, o setor da indústria vem se mostrando muito à frente no manejo de resíduos quando comparado aos demais. "Embora já existam tecnologias para o gerenciamento de resíduos, os sistemas disponíveis para tratamento e destinação ainda precisam de mais avanços e maior disponibilidade e acessibilidade, sobretudo às pequenas e médias empresas", conclui Garcia.

Abetre alerta senadores para a falta de informações sobre resíduos industriais

O Senado Federal recebeu de Del Bel, da Abetre, um estudo que mostra a carência de informações dos órgãos ambientais brasileiros para a fiscalização dos resíduos industriais.
As conclusões são do estudo independente elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, sob contratação da Abetre. Segundo Del Bel, o melhor instrumento para isso seria o Sistema Declaratório, pelo qual as empresas forneceriam periodicamente aos órgãos competentes suas informações ambientais, com dados sobre geração, estocagem e destinação de resíduos. Del Bel ainda acrescenta que os órgãos ambientais no Brasil não possuem sistemas de informações sobre a situação dos resíduos industriais no país.

O presidente da Abetre pediu que o Congresso priorize a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos e destacou, como exemplo, o processo participativo conduzido pela Assembléia Legislativa de São Paulo, com a criação da Política Estadual de São Paulo. Na ocasião, Del Bel apresentou uma série de propostas para aprimorar a gestão de resíduos no Brasil, a partir de um estudo elaborado e estruturado pela PricewaterhouseCoopers, sob contratação da Abetre, que mapeou obstáculos e identificou mecanismos que favoreçam a solução dos problemas relacionados aos resíduos industriais. "Com o sistema declaratório seria possível cruzar informações entre origem e destino dos resíduos e identificar estocagens de risco. Com isso abre-se o caminho para coibir a destinação em condições inadequadas e o descarte em lixões clandestinos, além de gerar informações para planejamento e para as políticas públicas do setor", disse Del Bel.

Para ele, o país precisa de uma política que dê diretrizes e concilie interesses da sociedade civil e do setor público. "Não adianta só fazer uma lei, mas, sim, desenvolver uma legislação inteligente e eficaz e uma série de mecanismos de apoio que impulsionem seu cumprimento", ressaltou. Segundo ele, uma política pública de resíduos sólidos também precisa focar a conduta das empresas, procurando incentivar e beneficiar as adequadas e coibir as inadequadas.
A audiência pública que discutiu a questão dos resíduos sólidos e soluções para erradicação dos milhares de lixões existentes no Brasil foi promovida pela Subcomissão Temporária sobre o Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que funciona no âmbito da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

Fonte: RMAI

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Gestão ambiental nas mudanças climáticas

Gestão ambiental nas mudanças climáticas

ISO 14064 – Ferramenta empresarial na gestão das emissões de gases de efeito estufa

A norma ISO 14064 aparece como um diferencial para as empresas que possuem ou estão desenvolvendo projetos de MDL na busca da credibilidade e transparência do projeto, bem como para a valorização dos seus créditos de carbono

A mudança do clima foi identificada como um dos maiores desafios a ser enfrentado por nações, governos, empresas e cidadãos nas décadas futuras. Tal fenômeno tem implicações para os sistemas humano e natural e poderá levar a alterações significativas na utilização de recursos naturais, produção e atividade econômica.
Desde a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto (PK) e o começo do esquema do comércio de emissões da União Européia (EU ETS), entidades locais, nacionais e internacionais iniciaram atividades para reduzir e remover as emissões dos gases causadores do efeito estufa (GEE) da atmosfera. Mercados de carbono nacionais e internacionais de conformidade começaram a trabalhar em conjunção com estas atividades. Atualmente, existe uma rápida expansão de empresas e governos interessados no uso de compensações voluntárias de carbono – os créditos de emissões reduzidas. Estes créditos são gerados por projetos voluntariamente empreendidos para reduzir as emissões de GEE abaixo do nível da linha de base do projeto. Os projetos de GEE estão envolvidos em mercados de conformidade que adotam os regulamentos estipulados para o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do PK e o EU ETS.

Entidades como a Organização Internacional para Normalização (ISO), o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), a Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), a Aliança do Clima-Comunidade-Biodiversidade (CCBA) e o WWF identificaram uma falta de estrutura similar para a redução de emissões voluntárias.
Para implementar e avaliar os projetos voluntários, corporações, governos, investidores, proponentes de projetos, verificadores e grupos de interesse público atentaram para a necessidade de normalizar métodos de quantificação, elaboração de relatórios e verificação de emissões de GEE. Começaram, então, a surgir as normas no cenário voluntário como guias para estabelecer procedimentos similares e métodos para projetos de GEE em todo o mundo (veja tabela 1). O principal resultado dessas normas é garantir credibilidade aos projetos e às Reduções de Emissões Certificadas (RECs). Elas servem, principalmente, para certificar que 'uma tonelada de GEE emitida em um lugar é certamente equivalente a uma tonelada emitida em qualquer outro lugar'. Entretanto, é necessário analisar a implementação destas normas para evitar custos elevados para as organizações e avaliar se os requisitos e critérios não irão criar mais burocracias internacionais.
A Gestão Ambiental nas organizações e governos pode ser alcançada usando-se normas e programas. As normas de gestão ambiental e o esquema do PK são ferramentas úteis para minimizar as emissões de GEE e promover o desenvolvimento sustentável dentro das empresas e dos governos.

ISO 14064:2006

A norma ISO 14064:2006 relacionada à quantificação e verificação de GEE foi publicada em março de 2006 para dar suporte às organizações quanto aos seus projetos e inventários de GEE. Ela consolida o resultado do trabalho de 175 especialistas internacionais de 45 países.
A meta da ISO em desenvolver normas para a contabilidade e verificação de GEE é fornecer especificações e requisitos verificáveis para apoiar as organizações e proponentes de projetos de GEE na quantificação e elaboração de relatórios de GEE, ao invés de prescrever critérios específicos e procedimentos, assegurando que as informações sobre estes gases sejam verdadeiras e corretas.

Principios da ISO 14064
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Escopo da ISO 14064
A norma ISO 14064 é dividida em três partes. São elas:

ISO 14064-1:2006 – Gases de efeito estufa – Parte 1: Especificação com orientação a organizações para a quantificação e a elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa (Greenhouse gases – Part 1: Specification with guidance at the organization level for the quantification and reporting of greenhouse gás emissions and removals);

A ISO 14064-1 detalha princípios e requisitos para se projetar, desenvolver, administrar e relatar inventários de GEE em organizações ou empresas. Inclui exigências para determinar os limites de fontes de emissão de GEE, quantificando emissões e remoções de GEE de uma organização e identificando ações específicas ou atividades de empresas que tenham como objetivo aperfeiçoar a gestão dos GEE. Também abrange requisitos e orientação sobre a qualidade do gerenciamento do inventário, a elaboração de relatórios, a auditoria interna e as responsabilidades da organização na verificação de atividades.
A Parte 1 será interessante para organizações que estejam participando de registros voluntários de GEE, ou esquemas regulatórios de concessão, ou administradores de programas ou esquemas de GEE. Esta parte é consistente com as melhores práticas estabelecidas pela norma de contabilidade corporativa de gases de efeito estufa, desenvolvida pelo WBCSD e pelo Instituto Mundial de Recursos Naturais(WRI).

ISO 14064-2:2006 – Gases de efeito estufa – Parte 2: Especificação com orientação no âmbito do projeto para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissão ou melhoria da remoção de gases de efeito estufa (Greenhouse gases – Part 2: Specification with guidance at the project level for the quantification, monitoring and reporting of greenhouse gás emission reductions and removal enhancements);

A ISO 14064-2 concentra-se em projetos ou em atividades baseadas em projetos de GEE especificamente concebidos para reduzir emissões ou aumentar a remoção de GEE. Isso inclui princípios e exigências para determinar os cenários de referência (baseline) do projeto. Ela também tem o papel de monitorar, quantificar e relatar o resultado do projeto em relação ao baseline definido e prover as bases para que projetos de GEE sejam validados e verificados.
A Parte 2 da norma será de interesse para proponentes de projetos que participam em programas voluntários ou esquemas regulatórios de créditos, ou administradores de programas ou esquemas de GEE. Esta parte requer do usuário selecionar ou estabelecer um guia relevante de boas práticas no atendimento aos seus requisitos para estar certo da compatibilidade com práticas existentes (ex: MDL) ou emergentes.

ISO 14064-3:2006 – Gases de efeito estufa – Parte 3: Especificação com orientação para a validação e verificação de declarações de gases de efeito estufa (Greenhouse gases- Part 3: Specification with guidance for the validation and verification of greenhouse gas assertions).

A ISO 14064-3 detalha princípios e requisitos para verificar inventários de GEE e validar ou verificar projetos de GEE. Ela descreve o processo relacionado à verificação ou à validação de aspectos relativos aos GEE e especifica componentes tais como o planejamento da validação ou da verificação, os procedimentos de avaliação e a avaliação da declaração de GEE da organização ou de projetos. A ISO 14064-3 pode ser usada por organizações (ex: empresas) ou partes independentes (ex: certificadoras) para validar ou verificar as declarações de GEE.

A ISO 14064 será complementada pela ISO 14065, que especifica requisitos para entidades de validação e verificação de GEE para o uso em acreditação ou outras formas de reconhecimento. Esta norma está na fase final de elaboração e será publicada ainda em 2007.

A Figura 1 mostra a inter-relação das normas focadas nos gases de efeito estufa (GEE).

Inter-relação das normas focadas nos gases de efeito estufa (GEE)
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Porque a ISO 14064?

Espera-se que a ISO 14064 beneficie organizações, governos, proponentes de projetos e outras partes interessadas por todo o mundo ao dar clareza e consistência para a quantificação, o monitoramento, a elaboração de relatórios e a validação ou a verificação de inventários ou projetos de GEE.

Os objetivos da ISO 14064 são:
• melhorar a confiabilidade ambiental da quantificação de GEE;
• aumentar a credibilidade, a consistência e a transparência da quantificação, do monitoramento e da elaboração de relatórios de GEE sobre reduções de emissões e melhorias de remoções de projetos de GEE;
• facilitar o desenvolvimento e a implementação de planos e estratégias de gerenciamento de GEE de uma organização;
• facilitar o desenvolvimento e a implementação de projetos de GEE;
• facilitar a capacidade de acompanhar o desempenho e o progresso na redução de emissões de GEE e/ou aumento nas remoções de GEE;
• facilitar a concessão de créditos de carbono originados de reduções de emissão ou melhorias de remoção de GEE e sua negociação.

Os usuários da ISO 14064 podem se beneficiar em algumas das seguintes aplicações:
• gerenciamento de risco corporativo; por exemplo, a identificação e o gerenciamento de riscos e oportunidades;
• iniciativas voluntárias; por exemplo, a participação em iniciativas voluntárias de elaboração de relatórios ou registros de GEE;
• mercados de GEE; por exemplo, a compra e venda de permissões ou créditos de carbono;
• elaboração de relatórios para organismos reguladores/governos: por exemplo, em concessão de créditos por ações antecipadas, acordos negociados ou programas de elaboração de relatórios nacionais.

Aplicação no mercado

Uma pesquisa de mestrado, que teve por ênfase investigar a atitude de 47 organizações que possuem 57 projetos de MDL registrados na Convenção Quadro sobre a Mudança do Clima das Nações Unidas (UNFCCC) em relação à ISO 14064 – Parte 2, identificou que várias organizações não têm interesse em implementar a norma devido à falta de conhecimento e percepções de alto custo para implementá-la. Deve-se observar que, na maioria das implementações de normas, o investimento da empresa é contemplado pelo retorno financeiro, ambiental e social. Adicionalmente, foram identificados potenciais benefícios da norma para facilitar o comércio de créditos de GEE e melhorar a credibilidade do projeto de MDL. Outro resultado mostra que as pequenas organizações estão mais interessadas em implementar a ISO 14064 do que grandes organizações, visando minimizar riscos financeiros.
Como a ISO 14064 e o MDL são voluntários e medem a performance ambiental em organizações em relação às mudanças climáticas, o resultado desta pesquisa identificou um enorme potencial na implementação da ISO 14064 em organizações brasileiras, devido ao aumento da demanda de projetos de MDL e suas experiências na gestão de programas ambientais e nas normas ISO.
Este trabalho de dissertação pode ser consultado no site do CB-38 da ABNT (www.abnt.org.br/cb38).

Versão Brasileira

Em março de 2007, as três partes da norma ISO 14064 terão uma versão brasileira (NBR), produzida pelo Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, ABNT/CB-38, sob coordenação do Subcomitê de Mudanças Climáticas. A norma será lançada no dia 6 de março, durante um evento do CB-38 na sede da FIESP em São Paulo.

Conclusões

É necessário constatar que a ISO 14064 não representa a 'solução total' em relação às necessidades de contabilidade e verificação de GEE, mas que certamente representa um importante 'processo de construção' para as organizações ou proponentes de projetos participantes em várias iniciativas voluntárias ou regulatórias na redução de GEE.
O Brasil é referência em projetos de MDL, destacando-se em segundo lugar no número de projetos e reduções de GEE. Este cenário está aumentando rapidamente devido a diferentes tipos de metodologias de MDL que têm sido aprovadas e os tipos de negócios fornecidos em vários setores industriais. Este número crescente de projetos de MDL tem sido apontado como uma oportunidade de implementação da ISO 14064. A relação entre a ISO 14064 e os programas de GEE, especificamente a ISO 14064 – Parte 2 e o MDL, é de suma importância para as empresas que estão envolvidas em projetos de MDL.
Entretanto, é necessário analisar os efeitos da implementação desta norma e o potencial de sua aplicação na indústria. Por um lado, problemas relacionados com custos altos de verificação e validação, aspectos burocráticos dentro das organizações (ex: procedimentos morosos) e falta de interesse dos investidores podem ser encontrados na sua aplicação. Por outro lado, a norma reduz o custo transacional para as organizações. Por exemplo, para empresas internacionais que operam em vários países, os custos relacionados com a conformidade com diferentes regulamentos podem ser minimizados. Adicionalmente, pequenos projetos de MDL, geralmente penalizados com altos custos dos processos de validação e verificação, podem ser agregados para reduzir suas despesas.
Ainda é muito cedo para os investidores e outras partes interessadas medirem os benefícios efetivos na aplicação destas normas ou escolher uma para implementar. Está bem claro que o 'GHG Protocol' traz vantagens para as empresas e instituições que a utilizaram devido às experiências e aplicações observadas em diversos projetos. Contudo, se espera que a ISO 14064 seja adotada em larga escala devido a sua influência no mercado e ao 'marketing' de credibilidade das normas ISO.

Tabela 1: Normas voluntárias para quantificação e elaboração de relatórios de GEE – Julho/06.

Normas voluntárias para quantificação e elaboração de relatórios de GEE – Julho/06
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Alexandre V. Mello;
Analista sênior de mudanças climáticas da Unidade de Competitividade Industrial da CNI - Confederação Nacional da Indústria; coordenador adjunto do Comitê de Mudanças Climáticas do CB-38 da ABNT; engenheiro civil pela UFMG; mestre em Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável pelo Instituto de Energia e Desenvolvimento Sustentável (IESD) da De Montfort University/UK

Fonte: RMAI

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Meio Ambiente Biótico

Meio Ambiente Biótico

O meio ambiente biótico inclui alimentos, plantas e animais, e suas relações recíprocas e com o meio abiótico. A sobrevivência e o bem-estar do homem dependem grandemente dos alimentos que come, tais como frutas, verduras e carne . Depende igualmente de suas associações com outros seres vivos. Por exemplo, algumas bactérias do sistema digestivo do homem ajudam-no a digerir certos alimentos.

Os fatores sociais e culturais que cercam o homem são uma parte importante de seu meio ambiente biótico. Seu sistema nervoso altamente desenvolvido tornou possível a memória , o raciocínio e a comunicação. Os seres humanos ensinam a seus filhos e aos seus companheiros o que aprenderam. Pela transmissão dos conhecimentos, o homem desenvolveu a religião, a arte, a música, a literatura, a tecnologia e a ciência. A herança cultural e a herança biológica do homem possibilitaram-lhe progredir além de qualquer outro animal no controle do meio ambiente. Nas últimas décadas, ele começou a explorar o meio ambiente do espaço cósmico.

Todo ser vivo se encontra em um meio que lhe condiciona a evolução de acordo com o seu patrimônio hereditário. A reação evolução sobre o patrimônio leva à individualização dos seres e a sua adaptação ao modo de vida. Quando o meio muda, o organismo reage através de uma nova adaptação (dentro da faixa permitida pelo patrimônio hereditário) que, segundo Lamarck, seria sempre eficaz, mas que, na realidade, pode ser prejudicial e agravar as conseqüências da mudança. Por exemplo, alterações bruscas como as que geralmente ocorrem em lagoas acarretam muitas mortes.

A locomoção, no reino animal, e a dispersão dos diásporos, no reino vegetal, permitem às espécies instalarem-se em novos ambientes, mais favoráveis. É o aspecto principal da migração. O organismo pode, também, diminuir as trocas ou contatos com um meio hostil através da reclusão (construção de um abrigo, enquistamentos, anidrobiose, etc.)

Enfim, uma espécie pode organizar seu meio por iniciativa própria (insetos sociais, castor e espécie humana).

Fonte: Wikipedia

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