sábado, 22 de setembro de 2007

Carbon Expo alcança excelentes resultados em sua quarta edição

A feira e a conferência, consideradas líderes globais de negociação de soluções para a redução de carbono, contaram com a apresentação de mais de mil projetos para a redução de emissões de países em desenvolvimento este ano

Durante o período de 2 a 4 de maio de 2007, as negociações internacionais de emissões foram o foco de atenção no centro de exposições de Cologne, na Alemanha, onde representantes e lideres do mercado de gases de efeito estufa se encontraram na quarta edição da Carbon Expo – Mercado Global de Carbono – Feira e Conferência para discutir o curso de tendências e desenvolvimento, como também opções específicas de negócios no setor de créditos de carbono.

O formato da Carbon Expo 2007 – uma feira de negócios com uma conferência, em todos os aspectos de comercialização de emissões – foi desenhado para atender às necessidades do mercado de carbono, e este ano foi mais uma vez a plataforma ideal para o setor. O número de expositores e visitantes aumentou consideravelmente: foram 222 expositores (em 2006 eram 187) apresentando seus produtos e serviços para negócios de emissões. Dentre eles, representantes de 38 países que, com suporte do Banco Mundial, apresentaram seus projetos correntes para redução de emissões e relataram investimentos e oportunidades de desenvolvimento. Cerca de 2.400 visitantes de 106 países foram a Cologne para conhecer as novidades e experiências no âmbito do mercado global de carbono.

Segundo os organizadores da Carbon Expo 2007 – o Banco Mundial, a IETA - Associação Internacional de Negociações de Emissões e a Koelnmesse –, o crescimento do número de visitantes e expositores retifica não somente o aumento relevante nas negociações de emissões, mas, também, o importante crescimento da Carbon Expo como um portal anual do setor para dividir experiências e transferir conhecimentos.

Os organizadores estão muito satisfeitos com os resultados. Mais de mil projetos para redução de emissões de países em desenvolvimento foram apresentados este ano, sendo que em 2006 o volume foi de 200. Além disso, expositores e visitantes reportaram que numerosos contratos para compra de direito de emissões foram preparados e concluídos no evento.

Numa junção do balanço feito pelos organizadores, foi considerado que a Carbon Expo representou o conceito combinatório da exposição com uma extensiva qualidade da conferência, o que, mais uma vez, provou ser um sucesso. "Mais uma vez fomos bem-sucedidos em trazer os principais profissionais atuantes no fornecimento e segmentos de demanda do mercado global de carbono", destacaram. O termo utilizado pelos organizadores foi o de "uma parada para compras", para destacar a aproximação que eventos como este possibilitam, ao oferecerem aos participantes reais condições de adicionar valores aos seus negócios. "A resposta positiva que recebemos dos expositores e visitantes igualmente nos mostra que a Carbon Expo exerce um papel fundamental para maiores progressos internacionais nas negociações de emissões", declararam eles.

A próxima Carbon Expo será realizada em Cologne, nos dias 7 a 9 de maio de 2008.

Destaque brasileiro - Pelo quarto ano consecutivo, a revista Meio Ambiente Industrial participou do evento com um estande. Desta vez, o destaque foi para a divulgação das ações do Brazilian Carbon Bureau , que tem como objetivo fomentar ações pró-ativas para o mercado brasileiro neste cenário. Segundo Julio Tocalino Neto , diretor executivo da RMAI, o BCB visa orientar e oferecer soluções para as pequenas e médias indústrias brasileiras desenvolverem projetos, além de gerar resultados significativos com aportes reduzidos de investimentos dentro dos parâmetros dos MDLs em todo país, se beneficiando, com isso, no mercado de créditos de carbono.

"Percebemos que o evento teve um aumento significativo em relação aos outros anos. Durante esta edição tivemos a oportunidade de atender muitas consultas de representantes de fundos internacionais interessados em disponibilizar recursos para implantar projetos no Brasil. Esse aumento de procura nos levou a constatar que o movimento em prol do mercado de créditos de carbono está aquecendo e sendo levado a sério pelos empresários internacionais", observou Tocalino Neto.

Para ele, o mercado brasileiro ainda está carente de projetos, o que destaca a função do BCB de atuar como fomentador de iniciativas pró-ativas neste mercado.

Diante deste quadro, Tocalino Neto afirmou que surgiu uma nova ordem no âmbito industrial no que diz respeito ao desenvolvimento dos inventários de emissões. "A vantagem dos inventários de emissões para as indústrias é que durante o processo de levantamento de dados são identificados todos os pontos de emissões de gases de efeito estufa, com isso a empresa pode decidir pela neutralização voluntária de suas emissões ou, a partir do inventário concluído, verificar se tem potencial para desenvolver um projeto de MDL", declarou o diretor executivo.

Para Alexandre Valadares Mello, analista sênior de Mudanças Climáticas da Unidade de Competitividade Industrial da CNI – Confederação Nacional da Indústria, a edição de 2007 da Carbon Expo superou as expectativas da delegação brasileira. Prova disso foi o aumento da procura no estande brasileiro. Mello contou que em apenas um dia foram recebidas mais de 50 procuras, o que mostra a relevância do Brasil neste cenário e o reconhecimento de seu grande potencial de geração de projetos de MDL, sobretudo em energia renovável – destaque para o uso do etanol, aterros sanitários e o uso do gás metano para geração de energia, entre outros.

"No geral, foi possível perceber o aumento de participantes internacionais, em especial de certificadoras de projetos de MDL e de investidores do mercado de créditos de carbono interessados em projetos de países em desenvolvimento, os quais têm voltado seus investimentos, em especial, para o Brasil, a China e a Índia", destacou ele.

A missão brasileira contou com cerca de 30 empresários de diversos setores. Durante a feira foram realizados diversos contatos bilaterais, muitos estabeleceram seu primeiro contato e diversas parcerias foram firmadas. Neste cenário, Mello destacou a empresa Quinvale, que já estava com projetos registrados na ONU e conseguiu comercializar seus créditos durante a Carbon Expo.

Mercado GHG triplicou em volume

De acordo com o sétimo estudo anual conduzido pelo Banco Mundial apresentado na Carbon Expo 2007, o volume de negócios de direitos de emissões triplicou no ano passado – passou de US$ 10 bilhões em 2005 para US$ 30 bilhões em 2006. Os estudos do Banco Mundial reportam que o mercado está dominado pela compra e venda de direitos de emissões (permissões da União Européia) para o total de quase US$ 25 bilhões. A base-projeto do mercado em países em desenvolvimento e países com economia em transição cresceu para US$ 5 bilhões em 2006, mais do que o dobro previsto para aquele ano. Desde 2002, aproximadamente US$ 8 bilhões fluíram de nações ricas para países em desenvolvimento, como resultado dos mecanismos do Protocolo de Kyoto.

Programa da conferencia está em passo com o mercado

Este ano, a Carbon Expo caracterizou o mais extensivo programa de conferência desde que o evento foi lançado, em 2004.

De acordo com os organizadores, o desenvolvimento intensivo do mercado GHG foi examinado de todos os ângulos possíveis. Os visitantes aproveitaram o know-how de mais de 170 oradores de alto padrão. Foram realizadas oito sessões no plenário, 22 workshops e mais de 40 eventos simultâneos, mostrando a situação presente. As tendências de mercado, a visão geral sobre o futuro e as possibilidades de desenvolvimento também foram apresentadas e discutidas.

Fonte: Brazilian Carbon Bureau

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