quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Cresce a união entre o setor ambiental e educacional na esfera pública

A gestão pública da educação ambiental no Brasil ganhou um novo impulso em 2004. Nos dias 13 a 15 de abril, foi realizado o primeiro Encontro Governamental Nacional sobre Políticas Públicas de Educação Ambiental, com a participação de dirigentes das áreas de meio ambiente e de educação das três esferas de governo.
Promovido pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação, o evento articulou o I Encontro Nacional de Representantes de Educação Ambiental das Secretarias de Meio Ambiente de Estados e de Capitais, o III Encontro de Representantes de Educação Ambiental das Secretarias de Educação de Estados e de Capitais, e o I Encontro Conjunto de Técnicos de Educação Ambiental de Secretarias de Educação e de Meio Ambiente de Estados e Capitais.
Com o objetivo de elaborar propostas para articular, fortalecer e enraizar a educação ambiental, o evento foi considerado um marco histórico da Educação Ambiental no país, pela oportunidade de unir a área educacional e ambiental das três esferas de governo. O Diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino, avalia que o encontro significou "um momento de reflexão aprofundada sobre como somar esforços dos governos federal, estaduais e municipais, para o enraizamento da educação ambiental na sociedade brasileira, deixando de ser um diálogo de elites e contribuindo para potencializar a ação dos milhares de pessoas e grupos que atuam na área."
Como resultado do encontro, destacou-se a necessidade de fortalecer tanto as Comissões Estaduais Interinstitucionais como as Redes de Educação Ambiental, que representam as instâncias de articulação democráticas de gestão da educação ambiental

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Posted by www.leolima77.com.br

Um comentário:

Caetano Cunsolo disse...

Muito interessante essa união,porém infelizmene ainda está muito ligada a esfera técnica, é como se todos os problemas ambientais fossem resolvidos por técnicos bem treinados.
Acharia interessante visitar as comunidades carentes das periferias e conhecer um pouco mais sobre as questões históricas, econômicas, sociais e educacionais que envolvem essas comunidades.
Existe uma infinidade de doutores que são muito bons e sabem manusear muito bem os livros, porém ainda falta-lhes conhecimento sobre os espaços humanizados, espaços de vivência que formam a nossa periferia.
Que tal sair do discurso inflamado, porém vazio.
Seria possível dar significado ao sistema educacional conectando a realidade local ao global.
Ainda revalece a visão carteziana de educação ambiental.
Estou afirmando isso com base em 14 anos de pesquisa prática na periferia de São Paulo. Não existem fórmulas mágicas para se trabalhar educação ambiental, mas sair por aí plantando árvores sem saber o que planto, porque planto, quais os tratos culturais
necessários para a sobrevivência das espécies e se esses projetos não estiverem ligados aos fatores históricos, econômicos, sociais e não despertar o espírito de solidariedade, amor, respeito, responsabilidade, espírito de equipe, com certeza estaremos investindo em nada.